Beira-Mar nega ter comandado execução por telefone

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, negou hoje ter comandado, por telefone celular, do presídio de Bangu 1, a morte de dois integrantes de seu grupo, em 27 de julho. Em depoimento de 20 minutos, ele afirmou no Fórum que a voz do homem determinando a execução – em gravações feitas pelo Ministério Público do RJ – não é sua e não conhecia nenhuma das pessoas envolvidas no crime. 

Dos cinco que deveriam ser mortos, um fugiu, o outro foi ferido e a polícia não sabe o paradeiro do quinto homem. O depoimento do traficante estava programado para o Fórum de Caxias, mas, por motivo de segurança, foi transferido para Bangu  na zona oeste do Rio, mais próximo do presídio de Bangu 1, onde o traficante cumpre pena.          Cerca de 140 homens, 30 carros e seis motocicletas da Polícia Civil e do Desipe (Departamento do Sistema Penitenciário), além de um helicóptero, trabalharam no esquema de segurança para o transporte do traficante.

Beira-Mar também acompanhou dois dos três depoimentos de testemunhas de acusação em um processo no qual é acusado de associação para o tráfico.

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