Em menos de 12 horas, três pessoas foram assassinadas por assaltantes em São Paulo. As vítimas foram uma professora de informática, um perito criminal e um taxista. Em média, oito pessoas morrem por mês nesse tipo de crime na capital.

O primeiro caso aconteceu na Rua Tracajá, no Itaim Paulista, zona leste, às 22h de quarta-feira (13). No momento do crime, a professora de informática Renata Aparecida Fernandes Alves, de 30 anos, estava com duas amigas na frente de casa. As três ouviam música, jogavam baralho e fumavam narguilé quando o trio de bandidos anunciou o assalto.

Segundo depoimento das amigas de Renata, ela entregou a chave do seu Ford Fiesta vermelho, que estava estacionado na frente da residência. Quando os bandidos seguiam até o veículo, ela teria tentado pegar uma mochila no carro. Os homens atiraram em Renata, que morreu no local. Os criminosos levaram o carro e dois celulares. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Renata foi enterrada na tarde de ontem, no Cemitério Municipal de Itaquera.

Do outro lado da cidade, no Alto de Pinheiros, zona oeste, o taxista Robson Alves de Morais, de 35 anos, foi assassinado por outro bandido por volta das 6 horas de quinta-feira (14). Um vigilante de 44 anos viu o Meriva de Morais em alta velocidade. O carro parou e o taxista começou a pedir socorro, gritando “é ladrão, é ladrão”. Logo depois, a testemunha viu um homem sair pela porta traseira do veículo e começar a correr. O taxista foi atingido por seis golpes de canivete no pescoço e no tórax. Quando policiais chegaram ao local, chamaram o Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu), que constatou a morte da vítima. No carro, o bandido deixou a carteira e o celular da vítima.

Também na zona oeste, na região do Butantã, policiais militares do 16.º Batalhão encontraram um perito da Polícia Científica morto dentro de seu carro, na esquina da Avenida Politécnica com a Rodovia Raposo Tavares, por volta das 10 horas. José de Alencar Lacerda Silva, de 45 anos, foi baleado na nuca. A polícia suspeita de que ele possa ter sido morto em um sequestro relâmpago, depois que os criminosos descobriram que ele era policial. O perito trabalhava no Núcleo de Crimes de Informática do Instituto de Criminalística (IC). A polícia descarta que a morte tenha relação com seu trabalho. Silva estava havia 18 anos no IC e tinha dois filhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.