Em novo depoimento à polícia na tarde de hoje na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), uma das babás do casal Matsunaga afirmou que Elize comprou uma serra elétrica portátil no dia do crime.

De acordo com Mauricéia José Gonçalves, 42, a serra elétrica foi comprada em uma loja de ferramentas em Cascavel, no oeste do Paraná, pouco antes de Elize Matsunaga, 30, a filha e ela pegaram um voo para São Paulo.

Ainda segundo a babá, Elize tirou a ferramenta da caixa e guardou na mala antes do embargue.

Elize é ré confessa e está presa desde o dia 4 de junho no Complexo Penitenciário de Tremembé (a 138 km de São Paulo). Ela é acusada de homicídio doloso triplamente qualificado (que serve para aumentar a pena): motivo torpe (vingança), recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel.

Crime

O crime ocorreu em 19 de maio, no apartamento onde o casal vivia, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), e os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em locais distintos de Cotia (Grande São Paulo).

Segundo sua defesa, ela matou Marcos após uma discussão na qual foi agredida por ele e também porque temia ficar sem a guarda da filha, em uma eventual separação do casal. A briga entre o casal começou porque Elize confrontou Marcos com a descoberta de uma traição por parte dele.

Para a Promotoria, Elize matou e esquartejou o marido de maneira premeditada para se vingar porque era traída e também para ficar com R$ 600 mil de um seguro de vida da vítima.