José Leomar / AE
José Leomar / AE

Movimentação de policiais em frente
à casa usada pela quadrilha
que assaltou o BC em Fortaleza.

Fortaleza (AE) – Os advogados dos irmãos e empresários Dermival e Elizomarte Fernandes, indiciados pela Polícia Federal no caso do furto de R$ 164,7 milhões do cofre do Banco Central de Fortaleza, pediram uma nova perícia na fita com imagens gravadas no aeroporto internacional Pinto Martins. A solicitação foi ao juiz Danilo Fontenelle Sampaio, da 11.ª Vara da Justiça Federal.

De acordo com o despacho do juiz Sampaio, que transformou em preventiva a prisão temporária dos irmãos Fernandes, a Polícia Federal teria apontado como um dos indícios da participação de Dermival na fuga dos bandidos uma imagem feita no aeroporto.

De acordo com os advogados Paulo Quezado e Henrique Lavor, Dermival declarou que estava no município de Uruoca no sábado (6 de agosto) à tarde, quando parte do bando que furtou o BC teria fugido. Testemunhas comprovariam a presença dele nesse município no sertão cearense.

O magistrado diz ter tomado a decisão antes de a imagem ter sido avaliada pela perícia. ?Isso não foi o fundamento da conversão, foi um dos pontos?, disse o juiz Sampaio.

As investigações sobre o caso correm em sigilo na Polícia Federal. O documento sobre a prisão preventiva dos irmãos Fernandes acabou vazando para a imprensa. O fato levou Sampaio a decretar ?sigilo completo? do inquérito que apura o furto milionário, o maior já registrado no Brasil.

Empresários

Os irmãos Fernandes são donos da revenda de automóveis Brilhe Car, onde a quadrilha comprou carros com dinheiro levado do BC. Três desses veículos estavam na carreta apreendida em Minas Gerais, em que viajavam os também indiciados pela Polícia Federal José Charles de Morais, dono da JE Transportes e o motorista Rogério Maciel. Nos três veículos estavam quase R$ 5 milhões. Charles continua preso na PF. Rogério está em liberdade.