Após informar fim, bloco Bangalafumenga volta atrás e anuncia patrocínio

Dois dias após anunciar que não desfilaria mais no carnaval por conta da sujeira produzida pelos foliões, o Bangalafumenga, bloco carioca criado em 1998, que deu origem a uma banda e iria se apresentar no Aterro do Flamengo no dia 15 de fevereiro, voltou atrás e, em um vídeo divulgado pela internet, anunciou o patrocínio de uma marca de produto de limpeza.

Em vídeo divulgado na noite de terça-feira, 3, o vocalista Rodrigo Maranhão declara que “nunca passou pela nossa cabeça não desfilar” e que essa ação do grupo “é muito mais que uma campanha de marketing, muito mais que uma pegadinha”. Em seguida, anuncia a marca do produto, com a qual o bloco fez uma parceria “na reta final”. “A gente se sentiu na obrigação de chamar atenção para esse assunto”, afirma o músico no vídeo.

Desde que o grupo anunciou a “desistência”, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo tenta falar com Rodrigo e seus assessores, sem sucesso. Na nota divulgada na noite de domingo, o Bangalafumenga afirmou que “apesar da grande quantidade de banheiros disponibilizados (…), o número de pessoas fazendo xixi nas ruas ainda era assustador. No final da festa, o que ficava para trás era simplesmente inaceitável. E o impacto disso para a comunidade vai muito além da sujeira que se acumula em postes, árvores, monumentos e demais locais públicos: os arredores se transformavam em um verdadeiro esgoto a céu aberto, obrigando moradores e turistas a conviver com um cheiro insuportável, além da presença de ratos, baratas e o risco de contaminação de doenças”. Por isso, diz a nota, “é com o coração partido que o Bangalafumenga anuncia o cancelamento de seus desfiles de carnaval”.

O bloco desfilará no Rio e em São Paulo. No Rio, a previsão é que reúna 100 mil pessoas.

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