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Após chuvas, rodízio volta a vigorar normalmente no período da tarde/noite em SP

  • Por Estadão Conteúdo

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) irá cancelar as multas aplicadas por desrespeito ao rodízio na manhã desta segunda-feira, 4.

A decisão foi tomada por causa dos alagamentos provocados em diversos pontos da cidade pela chuva da madrugada. Segundo a CET, no período da tarde, entre 17h e 20h, o rodízio está mantido normalmente.

“A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes esclarece que as multas do rodízio não serão emitidas na manhã desta segunda-feira para não prejudicar os motoristas que ficaram presos em congestionamentos devido às chuvas. A restrição volta a vigorar normalmente no período da tarde/noite, entre 17 horas e 20 horas, no centro expandido da capital”, destacou a nota.

O que fazer em caso de alagamentos. O melhor a se fazer numa situação de risco é tentar manter a calma e procurar saídas viáveis. Se a chuva estiver forte, evite passar pelas áreas com histórico de alagamentos frequentes.

A semana começou chuvosa na cidade de São Paulo. Após dias de calor de intenso, áreas de instabilidade atingiram com força diversas regiões da capital paulista nesta segunda-feira, aproximando-se das zonas oeste e sudeste com mais intensidade.

Segundo o Corpo de Bombeiros, até o meio-dia, foram registrados 5 desmoronamentos, 57 quedas de árvores e 36 pontos de alagamentos.

Desmoronamentos:

– Rua das Barcaças, em Parelheiros, na zona Sul. Ocorrência sem vítimas.

– Rua Tipuana, 64, Sítio dos Vianas, em Santo André. Dano material, sem vítimas.

– Rua Castelândia, em São Miguel Paulista, na zona Leste. A Defesa Civil está fazendo avaliação dos danos de estrutura. Sem vítimas.

– Rua Tapendi, em Pirituba, na zona Norte. Bombeiros isolaram a área. Defesa Civil acompanha a ocorrência. Sem relato de vítimas.

Por volta das 12h20, o Corpo de Bombeiros foi acionado para mais uma ocorrência de desmoronamento na Rua General Pacífico Furtado, 306, no Grajaú, na zona Sul.

As chuvas começaram a perder intensidade por volta das 6h, quando foi encerrado o estado de atenção na cidade para alagamentos. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, até às 5h50 havia 7 acionamentos para quedas de árvores, 28 para enchentes e 2 para desabamentos. O Aeroporto de Congonhas registrou rajadas de vento de 51 km/h.

As fortes chuvas e ventos também prejudicaram o transporte público. Na linha 15-Prata do Metrô, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Camilo Haddad e Vila União em razão da falta de energia elétrica. No momento, a operação segue normalmente. Na CPTM, alagamentos provocaram a mesma situação entre as estações Socorro e Granja Julieta, mas horas depois a situação normalizou.

No Metrô, passageiros enfrentaram atrasos e vagões lotados na linha 3- Vermelha nesta manhã. Por volta das 8h30, dentro dos trens, adultos ficaram ‘esmagados’ e muitas crianças também sofreram e ficaram impacientes. Além de demora para sair das plataformas, os trens faziam paradas mesmo fora das estações.

O trecho entre Corinthians-Itaquera e Palmeiras-Barra Funda feito em 40 minutos em dias normais, nesta manhã foi feito em 1h15 minutos.

Às 9h30, a cidade registrou o recorde de congestionamento para este ano. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a lentidão atingiu 202 km. O índice mais alto tinha sido alcançado às 10 horas do dia 1º de fevereiro, quando a capital registrou 108 km de congestionamento. Por volta das 9h55, a zona oeste era a mais complicada, com 61 km de lentidão, seguida pela zona sul, com 42 km.

O CGE informou que o tempo segue instável, com chuvas intermitentes e baixo potencial para novos alagamentos. As temperaturas caíram e estão por volta dos 19ºC. A máxima prevista para o dia é de 25ºC.

Chuva na Baixada Santista

As fortes chuvas também atingiram o litoral paulista na madrugada desta segunda-feira e provocaram alagamentos. Em Cubatão, o Rio transbordou.

A Baixada Santista foi atingida por chuva extremamente volumosa, que superou os 300 mm em cidades como Santos e São Vicente, na Baixada Santista. Estações meteorológicas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) registraram 316, 3 mm em Santos e 314,4 mm em São Vicente, até o início da tarde desta segunda-feira. A chuva pesada provocou diversos problemas e transtornos, como alagamentos, queda de árvores e deslizamentos de terra.

O Sistema Anchieta-Imigantes também registrou lentidão em razão de alagamentos.

A Prefeitura Municipal de Santos informa que neste momento todas as equipes estão voltadas para o atendimento da população com objetivo de solucionar os problemas ocasionados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas horas. Não há registro de feridos ou óbitos.

Também houve quedas de árvores em alguns bairros e pontos de alagamentos por toda a cidade. A entrada da cidade ficou intransitável impedindo o deslocamento de veículos aos demais pontos do município. A saída para São Paulo também ficou comprometida. Neste momento, os motoristas devem utilizar o acesso do Porto pela Alemoa.

Até o momento, há o registro de 10 famílias e 39 pessoas desabrigadas. A Secretaria de Desenvolvimento Social e a Defesa Civil trabalham conjuntamente para identificar a situação das famílias que necessitam de abrigo.

Os morros estão em estado de atenção. Ocorreram 10 deslizamentos de encostas e algumas vias ficaram interditadas. Equipes da Secretaria de Serviços Públicos trabalham na desobstrução dos acessos da Caneleira e do Jabaquara.

De acordo com as empresas prestadoras de serviços de ônibus, o transporte coletivo não funcionou nas primeiras horas da manhã. Os ônibus municipais e intermunicipais não saíram das garagens. Agora, gradativamente, algumas linhas começam a circular.

O VLT começou a operar há poucas horas. A paralisação ocorreu devido à queda de uma barreira próximo ao túnel de passagem do trem comprometendo o funcionamento da linha.

Alguns setores da PMS trabalham com equipes reduzidas pois vários servidores não conseguiram chegar ao trabalho.

Próximos dias

A passagem de uma frente fria por São Paulo põe fim ao forte calor registrado nas últimas semanas. O sistema traz chuva e queda das temperaturas nos próximos dias, variando entre mínima de 20°C e máxima de 25°C, com taxas de umidade do ar elevadas e acima dos 60%. A continuidade das chuvas mantém o risco de deslizamentos de terras e alagamentos na cidade.

Na terça-feira, 5, as instabilidades devem diminuir e o dia pode começar com sol entre muitas nuvens. Os índices de umidade devem se elevar e variar entre 62% e 95%. No período da tarde, não se descarta a ocorrência de pancadas rápidas de chuva com baixo potencial para alagamentos.

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