Após cheia recorde, nível do rio Negro começa a descer

Após atingir o nível histórico de 29,97 metros, o nível do rio negro em Manaus está descendo desde o último sábado. Hoje, a medição do Serviço Geológico do Brasil apontou 29,89 -oito centímetros abaixo do recorde.
A cheia recorde foi registrada no dia 29 de maio, mas o nível do rio neste ano já era o maior da história desde os 29,78 metros registrados no dia 16. O monitoramento do rio é realizado desde 1902 no Porto de Manaus, portanto se trata da maior enchente em 110 anos.

No último Alerta de Cheia, o chefe de meteorologia do Sipma (Sistema de Proteção da Amazônia), Ricardo Dallarosa, anunciou que a previsão de chuvas para o mês de junho é de normalidade para a bacia do rio Negro, o que afasta a possibilidade de uma nova subida brusca no nível do rio. O superintendente do Serviço Geológico do Brasil em Manaus, Marco Antônio Oliveira, acredita que iniciou o processo de vazante. “Pelo comportamento do rio e a previsão de normalidade no regime de chuvas, a possibilidade de um repiquete é remota”, afirmou.

A região do Alto Rio Negro, nos municípios de Barcelos, Santa Izabel e São Gabriel da Cachoeira ainda pode ser afetada, pois o rio não atingiu o pico da cheia. Para Manaus, Manacapuru, Manaquiri, Anama, Itacoatiara e o Baixo Amazonas as águas só devem voltar ao nível normal, abaixo da cota de emergência, nos próximos 20 dias.

Verba

O Estado do Amazonas receberá R$ 12,5 milhões do Ministério da Integração Nacional para executar ações de socorro, assistência a vítimas e restabelecimento de serviços essenciais à população atingida pelas cheias. A autorização para a transferência do montante foi dada em portaria publicada na edição desta quarta-feira do “Diário Oficial da União”. O dinheiro será liberado em parcela única e deverá ser utilizado exclusivamente para as ações citadas.

Com o novo montante, o governo federal já repassou R$ 54 milhões para o Estado. Em maio, também foi anunciada a criação de uma linha de crédito no valor de R$ 350 milhões para atender agricultores, comerciantes, prestadores de serviços e setores da indústria prejudicados pelas cheias no Norte do país. O prazo para execução das obras e serviços indicados é de 365 dias a partir da liberação dos recursos, e a prestação de contas final deverá ser feita em até 30 dias após o término das ações.

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