Apesar da redução, ministro da Saúde pede atenção para dengue

No dia nacional de mobilização contra a dengue, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comemorou a redução do índice de infestação dos domicílios pelo mosquito Aedes aegypti, que diminuiu a probabilidade de uma epidemia da doença neste verão. No entanto, ele ressaltou que esse resultado é um retrato do momento. "Temos que redobrar os esforços porque se tivermos um verão muito quente e chuvoso (esses índices) podem aumentar. Tem que ser uma questão obsessiva. A gente não pode dar mole para o mosquito. E tem gente dando", disse.

Sem citar exemplos, Temporão criticou os gestores municipais que não priorizaram o combate à doença. "O governo está cumprindo sua parte, mas também tem de melhorar. Temos evidências de que em alguns municípios os gestores não colocam essa questão como prioridade." Temporão afirmou que, apesar de ter havido redução no índice de infestação, o número de casos ainda é alarmante.

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados no País 481.316 casos de dengue clássica, 1.076 de dengue hemorrágica e a ocorrência de 121 óbitos. Do total de casos, 43% concentram-se em pequenos e médios municípios, com menos de cem mil habitantes. Segundo o Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), a cidade do Rio de Janeiro é a que tem o maior porcentual do Sudeste, com índice de 3,7%. Embora esse resultado ainda seja alarmante, é quase a metade do registrado no ano passado, de 6,7%.

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