A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta quarta-feira (11) a retomada dos testes da vacina Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo. A suspensão chegou a ser comemorada pelo presidente Jair Bolsonaro, inimigo político do governador paulista João Doria.

Os testes – que também ocorrem em Curitiba, no Hospital de Clínicas – haviam sido suspensos na segunda (9) após a agência informar ter recebido a notificação de um evento adverso grave em um voluntário. Segundo a agência, o objetivo era verificar dados de segurança e risco/benefício.

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Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a morte de um voluntário não teve relação com a vacina. A principal suspeita dos investigadores ouvidos é a de que a pessoa, um químico de 32 anos, tenha cometido suicídio ou tido uma overdose.

A hipótese de suicídio é vista como mais provável por pessoas ligadas ao caso e o Boletim de Ocorrência registra o caso como “suicídio consumado”.

Parecer de um comitê independente internacional recebido pela Anvisa na tarde desta terça (10), porém, descartou uma relação com a vacina.

Desde então, a possibilidade de retomar os testes era avaliado pela equipe técnica da agência, em meio a uma guerra política em torno das vacinas e a divergências em posições da Anvisa e do Butantan.

Em nota, a Anvisa diz que, “após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina.”