Uma novidade promete mexer com o mercado de emagrecimento e tratamento de diabetes no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, a primeira “caneta” do país produzida com semaglutida sintética. Qual é o preço da nova caneta emagrecedora nacional? Isso ainda depende de uma avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O medicamento foi desenvolvido pelo laboratório brasileiro EMS e chega como uma alternativa ao famoso Ozempic, que teve sua patente expirada em março.
O que é o Ozivy e como ele funciona?
O Ozivy possui o mesmo princípio ativo do Ozempic (a semaglutida), mas com uma diferença técnica em sua fabricação: o remédio original utiliza a versão biológica do composto, enquanto o novo medicamento nacional aposta na versão sintética.
Indicação: Tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 não controlado, atuando como aliado à dieta e aos exercícios físicos.
Aplicação: Solução injetável de uso semanal.
Como comprar: Exige prescrição médica com receita em duas vias.
Atenção ao armazenamento: Diferente do Ozempic, o Ozivy exige cuidados rígidos de temperatura. Ele deve ser mantido na geladeira (entre 2°C e 8°C) o tempo todo — tanto antes quanto após o início do tratamento.
Preço e chegada ao SUS: o que já sabemos?
Duas das maiores dúvidas de quem acompanha o tema são o valor do bolso e a disponibilidade na rede pública. Veja o cenário atual:
Quanto vai custar? O preço final ainda não foi definido. O valor depende da aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). No entanto, como a patente do Ozempic caiu e o Ozivy é nacional, a expectativa do mercado é que ele custe menos que a versão original, que hoje ronda a faixa dos R$ 1.000.
Vai estar no SUS? Ainda não há previsão. Para ser distribuído na rede pública, o medicamento precisa passar por uma avaliação minuciosa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Mais seis pedidos em análise
O Ozivy é o primeiro de uma nova fila de opções: a Anvisa confirmou que ainda há outros seis pedidos de medicamentos genéricos ou similares baseados em semaglutida aguardando análise técnica.
