O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar Júnior (Anatel), quer que a telefonia celular chegue ao interior do País, ampliando a área de cobertura para municípios com pelo menos 10 mil habitantes. Essa poderá ser uma das exigências do leilão de licenças para prestação de serviços de terceira geração da telefonia celular (3G), cujo edital será publicado até o fim do ano. A 3G é uma tecnologia mais moderna, com maior velocidade para a transmissão de sons, dados e imagens.

Hoje, as empresas são obrigadas a instalar antenas de celular em cidades com pelo menos 30 mil habitantes. Com isso, cerca de 40% dos municípios brasileiros ainda não dispõem do serviço de telefonia celular. "Estamos mudando sensivelmente os conceitos da licitação", informou Plínio durante audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados.

Ele reiterou aos parlamentares que a idéia da Anatel é a de estabelecer obrigações de cobertura como um dos critérios para se escolher o vencedor do leilão. Nas licitações anteriores, era utilizado apenas o critério do preço mais alto pago pela outorga. "Serão exigidos menos preço e mais cobertura", explicou o presidente da Anatel.

Ele disse que as regras da licitação de 3G ainda não foram aprovadas pelo conselho da Anatel e que, provavelmente, o leilão será realizado só no próximo ano. Antes, porém, será feita a licitação para a venda de licenças para utilização da atual tecnologia da telefonia celular e que não foram vendidas em leilões anteriores.