Um sexto jovem que estava no mesmo carro usado pelos outros cinco rapazes que agrediram a empregada doméstica Sirley Carvalho Pinto, de 32 anos, irá se apresentar nesta quinta-feira (28) na delegacia da Barra (16º DP), na zona oeste do Rio, para ser ouvido na condição de testemunha. Segundo o delegado Carlos Augusto Nunes, não há nenhum indício de que tenha participado do espancamento de Sirley. As investigações indicam que não é a primeira vez que o grupo agride mulheres na praia da Barra.

"Há indícios de que eles já bateram em prostitutas que ficam na orla, uma delas inclusive poderá vir depor", disse o delegado, que informou que os jovens serão indiciados por formação de quadrilha se outros casos ficarem comprovados. "É muito importante que quem tenha sido vítima deles denuncie.

Hoje, o taxista que testemunhou a agressão e anotou a placa do carro dos rapazes esteve na delegacia e prestou depoimento por cerca de duas horas. Ele chegou escondido e saiu sem dar declarações à imprensa. Segundo o delegado, ele está muito nervoso, à base de calmantes, sem dormir desde a madrugada do crime e chorou diversas vezes enquanto relatava o ocorrido.

Ele confirmou que eram quatro jovens do mesmo tipo físico que batiam em Sirley, mas não foi capaz de reconhecer a fisionomia de cada um. Ele chegou a seguir o carro dos rapazes até o posto de gasolina para onde eles foram depois do crime. O gerente do posto, que também prestou depoimento hoje, disse ter visto o mesmo grupo batendo num outro jovem. Ele reconheceu Leonardo e Rubens e disse que este último estava com duas pedras na mão.