O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está "ajudando muito" na busca por soluções referentes ao conflito interno em seu país. Segundo Uribe, Lula está lidando com o assunto de maneira discreta, diferente do líder venezuelano, Hugo Chávez, que até o mês passado atuava como mediador de um acordo humanitário entre o governo colombiano e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Lula ajuda muito, falamos sobre todos os temas e ele os maneja com uma grande discrição, por isso o admiro", afirmou Uribe em entrevista ao jornal argentino Clarín.

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O presidente colombiano ainda aproveitou a ocasião para criticar a guerrilha e reafirmar o papel que seu governo vem desenvolvendo na questão dos seqüestrados do país – atualmente, as Farc mantêm um grupo de 45 reféns políticos que pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos. Nesse grupo está a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt. "Minha obsessão é libertar todos os seqüestrados e derrotar o terrorismo na Colômbia", disse. "Nada ganharíamos com a libertação dos seqüestrados se isso acentua a capacidade dos terroristas de seqüestrar.

Uribe estava na capital argentina para participar da posse da presidente Cristina Fernández de Kirchner. A cerimônia transformou-se em palco para diversas reuniões bilaterais centradas na libertação dos reféns das Farc. Hoje, o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, advertiu que a mobilização da comunidade internacional para conseguir a libertação de Ingrid pode ser prejudicial para a ex-candidata. "O que (os comitês de apoio) estão fazendo é elevar o valor de Ingrid Betancourt e provavelmente condená-la a quase que não possa ser libertada", disse Santos.

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