A pedido da Polícia Civil do Rio, a Polícia Civil da Bahia realizou na última sexta-feira (31) uma operação para tentar prender o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope, a tropa de elite da Polícia Militar do Rio) Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de ser o chefe do Escritório do Crime, milícia que atua na zona oeste do Rio. Ele não foi encontrado.

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Nóbrega está foragido desde janeiro de 2019, quando teve sua prisão decretada sob acusação de liderar a milícia Escritório do Crime. Ele também é acusado de se beneficiar do suposto esquema de “rachadinha” que, segundo o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), funcionou no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (filho do presidente Jair Bolsonaro e hoje senador pelo Rio de Janeiro, sem partido) durante seus mandatos. A mãe e a ex-mulher de Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, respectivamente, trabalharam como assessoras no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), durante o período investigado.

Nóbrega foi preso três vezes enquanto era policial militar, acusado inclusive por homicídio (crime do qual acabou absolvido) e foi exonerado da PM em janeiro de 2014, acusado de atuar como segurança de um contraventor.

A Polícia Civil do Rio informou ter sabido que o ex-PM estava na Bahia. Como só pode atuar no próprio Estado, solicitou à Polícia Civil da Bahia que tentasse prendê-lo, e enviou um delegado e dois agentes para acompanhar a operação. A equipe de policiais civis foi até a casa onde a família de Nóbrega está hospedada, mas não o localizou – só estavam a mulher e duas filhas dele. Segundo a Polícia Civil do Rio, o ex-PM esteve lá nos dias anteriores, mas conseguiu fugir antes da chegada dos policiais. A reportagem não conseguiu contato com a Polícia Civil da Bahia neste domingo (2).

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