Rio – Pelo menos uma pessoa morreu ontem de manhã no acidente de um helicóptero da empresa BHS, que presta serviços à Petrobras. Três sobreviventes, entre eles o piloto, foram levados de Macaé para o Rio. O morto foi o mecânico offshore Carlos Augusto Rodrigues, de 45 anos. Ele foi resgatado com vida, mas não resistiu. Onze pessoas estavam a bordo. Outras cinco pessoas estavam desaparecidas.

Foram resgatados o piloto Adriano Godinho Bastos, o co-piloto José Ismael Monteiro e os passageiros Anderson Andrada da Silva, Luciana de Oliveira da Silva, Augusto Coelho Peixoto Gomes. Nenhum deles corre risco de vida. O helicóptero, modelo Sikorsky do tipo S76A, caiu, por volta de 8h20 entre os campos de Roncador e Albacora Leste, na Bacia de Campos, litoral norte do Estado do Rio. A aeronave tinha acabado de decolar do navio plataforma FPSO Brasil e seguia para a plataforma P-31, localizada a 133 quilômetros da costa. A profundidade no local é de cerca de 370m.

Os helicópteros que faziam buscas no local já suspenderam as atividades, que serão retomadas na manhã de hoje, mas embarcações com mergulhadores deveriam trabalhar a noite toda. A Marinha e a Aeronáutica, juntamente com a Petrobras, procuram Igor Nesv da Silva, Eleomar Rossi, Adilson Alves de Paula, Anidalmo Moares Siqueira, Carmos Augusto Rodrigues e Ricardo Antônio da Silva, que estão desaparecidos.

Em nota oficial, a Petrobras informou que “imediatamente acionou seu plano de contingência, envolvendo a mobilização de barcos, helicópteros e especialistas para apoio às atividades”. Técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC) já estão em Macaé para iniciar as investigações sobre as causas do acidente. Segundo a assessoria de imprensa do DAC, ainda não há prazo para a conclusão das investigações.

Este foi o segundo acidente no Brasil com helicópteros da empreiteira BHS em treze meses. Em 5 de julho do ano passado, outro acidente envolvendo um helicóptero da empresa BHS resultou na morte de cinco pessoas na Bacia de Campos. A aeronave caiu quando o rotor da cauda chocou-se contra o mastro do navio Toisa Mariner, ao tentar pousar no heliponto da embarcação, a 60 quilômetros da costa. Após o choque o helicóptero explodiu, caiu na água e afundou em segundos. O helicóptero, classe PS-76 de prefixo PT-YMV, também era utilizado para transportar funcionários até os locais de trabalho em alto-mar. Os destroços da aeronave foram encontrados por um robô a 800 metros de profundidade, próximo à plataforma P-33.