Rio  – Cerca de 24 milhões de brasileiros com cinco anos ou mais de idade – 16% da população do país – são analfabetos e a maioria (30%) dos que sequer sabem escrever o nome, são indígenas. Em segundo lugar estão os negros, também com um percentual alto (23%), e, depois, os pardos, com 21%. Os brancos representam 11% dos analfabetos e os japoneses, chineses ou coreanos têm o mais baixo percentual (7%) de não-alfabetizados.

Os dados constam do Volume Educação do Censo Demográfico 2000 divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE aponta a necessidade de os governos federal, estaduais e municipais terem em suas políticas públicas de educação ações específicas para os indígenas e negros, respeitando a diversidade cultural existente.

O estudo mostra, ainda, que apesar da melhoria da situação educacional ao longo dos anos, principalmente na faixa etária dos 10 aos 14 anos, onde 94,6% das crianças estão na escola, apenas 1/3 da população brasileira – pouco mais de 53 milhões de pessoas – tem acesso à educação e que, quanto menor o rendimento mensal familiar, as chances de freqüentar a escola diminuem.

Apenas 5,8 milhões de brasileiros (3,43%) conseguem concluir o curso superior e, nesta parcela da população que chega à universidade, a proporção de brancos é cinco vezes maior que a de negros, pardos e indígenas. Mas, conforme os dados sobre Educação divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2000, a situação já avançou em relação a 1991, quando somente 2,7% da população terminava o curso superior.

Entre a população com 25 anos ou mais de idade que concluiu o nível superior, o estudo mostra que 55% são mulheres. No entanto, entre os pós-graduados, os homens representam 57%, o que, segundo o IBGE, é explicado pelo fato de as mulheres nesta faixa etária estarem no pico de sua fecundidade e, portanto, dividindo seu tempo entre trabalho, estudo e cuidados com a família.

Em relação aos cursos, a pesquisa revela que a maior parte (40%) dos que têm nível superior, estão nas áreas de Ciências Sociais (Psicologia, Economia, Comunicação), Administração e Direito. Depois, vem a área de saúde e bem-estar social (Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia e Serviço Social), e Educação.