O ex-ministro de Agricultura, Roberto Rodrigues, defendeu nesta quarta-feira (30) no Rio que o Brasil "tem que caminhar no sentido de vender usinas de álcool completas para o exterior", em vez de exportar apenas o combustível. "Temos que aproveitar que detemos essa tecnologia para vender para o mercado exterior", disse em palestra para um grupo de cerca de 50 pessoas na sede do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) no Rio.
A palestra – com duração de duas horas e meia – enfocou a Agroenergia, tema que o IBP promete destacar dentro de sua estratégia futura, que será não somente ligada ao petróleo, mas também ao biodiesel e etanol. Na platéia estavam presentes, além de técnicos do setor, o vice-presidente da Shell Brasil, John Haney, e o superintendente da Suzano Petroquímica, Armando Guedes.
"O Brasil tem que aproveitar que está com todas as armas na mão para explorar esse setor e dominar a tecnologia e o mercado de álcool no futuro. Para isso precisamos de pesquisas e mão-de-obra. E nisso o setor de petróleo pode contribuir porque tem dinheiro para investir", considerou Rodrigues, lembrando que já existe no setor a preocupação com relação a trabalhadores para operarem as cerca de 70 usinas que deverão ser construídas nos próximos cinco anos no país.
Nas projeções apresentadas nesta quarta-feira no IBP, Rodrigues estimou que o Brasil poderá atingir a uma produção de 40 bilhões de litros em 2017, ante os atuais 17 bilhões de litros. Além disso, é previsível que a produtividade do canavial no país dobre nos próximos 20 anos por conta de novas tecnologias que estão entrando no mercado.


