O Brasil espera elevar para US$ 10 bilhões, em 2005, a corrente de comércio com a China. A estratégia de diversificação de produtos adotada nos últimos anos fez com que esse fluxo passasse de US$ 1,5 bilhão em 2000 para US$ 7 bilhões até setembro deste ano. Mas ainda é pouco, considerando que as vendas do Brasil para a China não chegam a representar 1% do total importado pelo país que mais cresce no mundo.

“No caso da China, ao contrário do que foi com o Japão, o Brasil tem conseguido exportar produtos de alto valor agregado”, comenta o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Mário Vilalva. Além da soja, responsável por 29% das vendas para a China, o aço, suco de laranja, autopeças, peças para aeronaves e madeira processada são alguns dos produtos exportados.

O esforço para a troca de mercadorias entre Brasil e China inclui um agressivo programa de visitas, como a que autoridades e empresários chineses fazem esta semana ao Brasil, seis meses depois da maior missão empresarial brasileira ter sido levada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.

Durante os dias em que o presidente chinês Hu Jintao estiver no Brasil, mais de 500 empresários brasileiros e chineses estarão trocando informações e, possivelmente, fechando negócios. Em Brasília, eles participam, amanhã (12), do seminário “Brasil-China: Conquistas e Desafios na Construção de uma Parceria Estratégica”, a ser encerrado às 18h35, por Jintao. Além disso, os empresários se encontram em eventos no Rio de Janeiro e São Paulo.
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