O Brasil está preparando uma grande operação de vigilância, para alertar sobre uma possível entrada do vírus do Oeste do Nilo no país. O vírus, que pode causar encefalite, meningite e paralisia, já matou mais de cem pessoas nos Estados Unidos na temporada de 2002, apenas três anos depois de ter sido detectado pela primeira vez naquele país – e no Ocidente – em um surto que apavorou Nova York. O objetivo do programa é flagrar a entrada do vírus em território brasileiro, trazido do Hemisfério Norte por aves migratórias.

A exemplo da dengue – reintroduzida no Brasil nos anos 80 e que se tornou endêmica -, a febre do Oeste do Nilo é transmitida pela picada de mosquitos adaptados a áreas urbanas. O inseto é apenas o vetor, passando a doença de aves, cavalos e outros animais para pessoas.

A transmissão direta de uma pessoa para outra não é comprovada, mas, recentemente, os Estados Unidos foram pegos de surpresa pela descoberta de que transfusões de sangue e transplantes podem passar o vírus. Os americanos também foram surpreendidos pela disseminação abrupta da doença, que – de novo, como a dengue – tende a ressurgir no verão. Até agora, são 2.206 casos em 33 dos 50 estados americanos, com 108 mortes notificadas.

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