O tráfico internacional de seres humanos movimenta cerca de US$ 9 bilhões por ano e recruta milhares de pessoas para trabalho degradante, a quase totalidade mulheres exploradas por máfias de prostituição. “Essa é uma luta na qual o governo se integra com fervor, em parceria com a ONU. Trata-se de um crime sutil, não ostensivo, que muitas vezes se disfarça e se esconde. É preciso lutar contra ele com as armas da sofisticação e trabalhar em rede, assim como eles”, disse o ministro.
O combate a esse tipo de crime, explicou, será feito também mediante parcerias, a desburocratização das ações de Estado, campanhas de treinamento para agentes do Estado operadores do direito e um esquema duro de repressão, a ser desencadeado pela Polícia Federal.
“A PF entra com toda a força no combate repressivo a esse tipo de crime, lançando mão das nossas conexões internacionais, para que a luta se torne eficiente e espraiada pelo mundo”, enfatizou Bastos. O Brasil tem uma participação crescente no mercado do aliciamento de mulheres para a prostituição.
Antes de ser expandida a outras regiões, a campanha lançada hoje abrangerá Goiás, Ceará, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, principais pontos de saída das vítimas do tráfico.
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