O Brasil está disposto a negociar a abertura do mercado de serviços aéreos a empresas de outros países. Nesta quarta-feira (18), representantes do governo participaram de uma reunião em Genebra (Suíça) com outros governos que defendem a abertura dos mercados para serviços como, por exemplo, o de reservas e compras eletrônicas de passagens e de reparação e manutenção de aeronaves.

As negociações fazem parte dos debates na Organização Mundial do Comércio (OMC) e o tema foi introduzido por países como a Austrália, a Nova Zelândia e outros. Na América Latina, o Chile também está entre os governos que pedem que os mercados sejam liberalizados para suas empresas.

O que esses países querem é que empresas estrangeiras especializadas na manutenção de aviões possam prestar serviços em aeroportos de todo o mundo. No caso do Brasil, hoje a empresa precisa estar estabelecida no País para poder atuar e não pode simplesmente ser contratada em outro local e enviar seus técnicos.

O Brasil, apesar de aceitar fazer parte das negociações, ainda faz segredo do que está disposto a dar como concessões no setor de serviços de transporte aéreo. Segundo diplomatas, isso dependerá acima de tudo do que o País irá obter em outras negociações, como a abertura dos mercados dos países ricos para os produtos agrícolas brasileiros.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo