O Brasil subiu posições no ranking dos maiores exportadores e importadores mundiais. Segundo a classificação que será publicada na semana que vem pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil aparecerá com o 23.º maior exportador e 27.º maior importador. As novas posições do País no ranking são conseqüências de seu desempenho em 2005 no comércio exterior, mas a classificação ainda não significa uma mudança fundamental na participação do Brasil no mercado internacional.
A Agência Estado obteve dados preliminares sobre a classificação publicada anualmente pela OMC. Em 2004, o País aparecia com o 25.º maior exportador e conseguiu subir duas posições, superando Tailândia e Irlanda. Mas, segundo os economistas da OMC, uma revisão da tabela de 2004 mostra que o Brasil já ocupava a 24.ª posição havia dois anos.
Para 2005, porém, o aumento das exportações de mais de 20% permitiu que o Brasil ganhasse posições, já que o crescimento médio das vendas mundiais foi de apenas 13%. A subida no ranking não significa ainda um aumento expressivo no mercado internacional. Os produtos brasileiros representam apenas 1,1% das exportações mundiais, ou seja, US$ 118 bilhões. Em 2004, essa taxa era de 1%.
Para 2005, a liderança no ranking, assim como em 2004, é da Alemanha, que se beneficia da relação entre o euro e o dólar para registrar exportações acima das vendas norte-americanas.
Mas o Brasil não subiu apenas no ranking dos maiores exportadores. Segundo a OMC, o Brasil ocupa hoje a 27.ª posição entre os maiores compradores do mundo. Em 2004, ocupava a 29ª colocação. Apesar de subir duas posições, o País continua representando apenas 0,7% de todas as importações mundiais.
O ranking da OMC, para especialistas, tem sido um espelho da participação do comércio exterior na economia brasileira. Há cinco anos, o Brasil representava apenas 0,9% das vendas mundiais.
Para 2006, a OMC aponta que o Brasil pode chegar à 20.ª posição no ranking. Para isso, teria de manter o atual nível de crescimento das exportações. Isso permitirá que o País supere Suécia, Suíça e Áustria no ranking. Os técnicos da entidade apontam que alguns fatores, porém, podem atrapalhar o Brasil em sua nova no ranking. Um deles seria o comportamento do euro frente ao dólar, que poderia distorcer o valor as exportações dos países europeus que superam hoje o Brasil no ranking. Outro fator seria a própria valorização excessiva do real, que atrapalharia as exportações.