As cifras da balança comercial e os negócios das grandes companhias brasileiras na Venezuela estão na raiz da paciência e tolerância do governo Luiz Inácio Lula da Silva com os desatinos de Hugo Chávez no seu próprio país e na América do Sul. O Palácio do Planalto e a cúpula do Itamaraty não escondem os interesses do Brasil na expansão econômica venezuelana e nas suas reservas de gás e de petróleo. O governo se mostra atento, especialmente, para evitar um perigoso isolamento político de Chávez na região.

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Em 2006, empresas brasileiras exportaram US$ 3,555 bilhões para a Venezuela – valor 60,4% maior que o do ano anterior. Entre outras, a Petrobras planejou a injeção de mais US$ 2,8 bilhões em novos projetos no país, a Odebrecht vislumbrou sua participação pelo menos em três grandes obras, a custo total de US$ 3,5 bilhões, e a Companhia Vale do Rio Doce deu os primeiros passos para a pesquisa mineral, com a estatal Corporação Venezuelana de Guayana, e a exploração de carvão no Estado de Zúlia.

Na segunda-feira da semana passada, os presidentes Lula e Chávez puseram a pedra fundamental de uma parceria de US$ 3 bilhões entre a Braskem, o braço petroquímico do Grupo Odebrecht, e a estatal venezuelana Pequiven. O projeto inclui a construção de duas fábricas de resinas termoplásticas no Complexo Petroquímico de San José, no norte do país, que começam a operar em 2009, tendo o gás da faixa do Caribe como matéria-prima.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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