Brasil gasta mal em educação, conclui estudo

Os gastos por aluno no ensino superior e no fundamental do País mostram uma distorção dos investimentos na educação pública brasileira. Segundo relatório divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o País investe 127% do PIB per capita em cada aluno universitário e 18% no estudante de 1ª a 8ª série.

Esse porcentual equivale a um investimento de R$ 1.900 anuais em cada estudante do fundamental. Os 127% que vão para os alunos do superior representam cerca de R$ 13 mil por ano no País. O Brasil é considerado pelo relatório como a nação que tem a maior diferença entre investimentos em alunos dos dois níveis.

Isso ocorre principalmente por causa da quantidade de alunos matriculados. O Brasil tem cerca de 42 milhões de estudantes no ensino básico – 33 milhões só no fundamental – e 4 milhões nas universidades e faculdades.

O relatório da OCDE, chamado Education at a Glance, mostra que a média de investimento em alunos do ensino superior entre os países participantes é de 50% do PIB per capita. Nações como Noruega, França e Coréia têm índices inferiores a 40%.

Os gráficos ainda indicam que o País é um dos que menos investem no ensino fundamental em dólares; ganha apenas da Turquia. A média de recursos destinados a cada aluno dos países membros da OCDE é de US$ 6 mil. Nos EUA, o valor é de US$ 8 mil; o maior investimento é feito por Luxemburgo, que gasta quase US$ 12 mil por estudante.

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