Dezoito escolas técnicas comunitárias deverão ser incorporadas à rede federal de educação tecnológica nos próximos meses. O chamado segmento comunitário inclui unidades mantidas por organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos ou prefeituras, que receberam nos últimos anos verbas do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep), do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, essas novas escolas estão em construção ou até mesmo já com as obras concluídas, mas será necessário estudar a criação de quadros de funcionários e professores para essas unidades.

Segundo o secretário nacional de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, há uma demanda muito grande por cursos profissionais, já que não houve muitos investimentos nos últimos anos.

"A educação profissional e tecnológica ocupa um papel muito importante na estratégia do nosso governo, no sentido de constituirmos um projeto de nação democrática, soberana e inclusiva. Dentro desse objetivo, certamente, o desenvolvimento de tecnologia própria e nacional é extremamente importante", afirma Pacheco.

Das 18 escolas, sete estão no estado de São Paulo, entre as quais o Centro de Formação de São Roque (Centec), vinculado à Social Democracia Sindical, que ficou com suas obras paralisadas por mais de três anos, por erros no projeto. Outras três escolas estão no Paraná, duas no Maranhão e uma em Pernambuco, em Minas Gerais, em Santa Catarina, na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Tocantins.

Essas unidades do segmento comunitário serão somadas às 42 novas escolas técnicas que já constam no projeto de ampliação da rede técnica federal, anunciado pelo governo federal no início do ano. Atualmente, existem 144 unidades técnicas federais em todo o país.