Com cinco vitórias e uma derrota em jogos amistosos na reta final da preparação para o Mundial do Japão, a partir do dia 19, a seleção brasileira masculina de basquete terá hoje um teste duríssimo: enfrenta os Estados Unidos em um amistoso na cidade de Guangzhou, na China, às 9 horas (de Brasília)
Até aqui, a equipe comandada por Lula Ferreira ganhou cinco partidas diante da Nova Zelândia e perdeu uma para a Argentina, que estava completa – contou, inclusive, com sua estrela, Manu Ginóbili. "Agora, é a hora de ganhar o ritmo que falta, encaixar o jogo para então podermos comparar o nosso basquete com o dos outros times. É difícil fazer essa comparação ainda", diz o pivô Tiago Splitter
O pivô, que joga no Tau Ceramica, da Espanha, observou: "Uma coisa é ver quem são os jogadores, e outra é falar sobre o conjunto. É difícil falar em que nível estamos em relação aos outros. O que importa é fazer bem nosso papel na hora certa, que é ter união e companheirismo.
Vários atletas compararam o Mundial do Japão com a Copa do Mundo de Futebol. "A diferença entre ficar em quarto ou oitavo é um jogo. Uma derrota", assinalou Anderson Varejão. Tiago emendou: "Temos de jogar bem a primeira fase e nos classificar bem. Depois é mata-mata. Você pode ter uma noite ruim e ser eliminado ou ter um dia excelente e ganhar dos Estados Unidos, por exemplo.
O pivô Guilherme, que joga no Bologna, da Itália, seguiu muito otimista para a China e comparou a atual seleção com a que ficou em oitavo lugar no último Mundial, em Indianápolis: "A preparação até aqui foi excelente, a melhor possível. Acho que este grupo é mais talentoso do que o anterior, especialmente porque temos mais atletas que jogam fora do Brasil e por isso têm mais experiência que os atletas das outras Seleções.
De qualquer maneira, o pivô observa que este Mundial será ainda mais complicado: "São 24 equipes (até 2002, eram 16). A nossa meta é sempre ser campeão, mas é difícil eu dizer com precisão onde achamos que podemos chegar.
Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, reencontrará alguns amigos no jogo. É o caso de seu companheiro de time, LeBron James. "Ele é um cara bacana, nos damos bem e somos amigos. O fato de tantos jogadores brasileiros atuarem fora do Brasil serve justamente para situações como esta: você não fica com medo de enfrentar este ou aquele time."
Sobre a comparação com a geração anterior, Varejão disse: "Todos nós temos quatro anos a mais de basquete. Estamos mais experientes, mas o resto do mundo também.
Murilo, que aos 22 anos disputará seu primeiro Mundial, é um dos mais empolgados: "Chegaremos muito bem no Japão. Depois da partida com a Argentina, em que perdemos por apenas seis pontos dos campeões olímpicos e vice mundiais, acho que jogaremos de igual para igual com os Estados Unidos.