Brasília – O Brasil é o país com mais observadores na missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) criada para acompanhar a eleição presidencial no Timor Leste, prevista para ocorrer nesta segunda-feira (9).

Segundo o chefe dos observadores da CPLP, Apolinário Mendes de Carvalho, a missão chegou na última sexta-feira (6) e começou os trabalhos "de imediato".

?Pudemos nos inteirar que a campanha eleitoral começou já no final de um período de certa tensão, e que esta tensão está em um quadro descendente", disse Carvalho, que é secretário-geral do ministério das Relações Exteriores de Guiné-Bissau.

A expectativa, acrescentou o secretário, é que a eleição ocorra "com toda a normalidade". Ele diz que o pleito é um "passo importante para a democracia timorense e um teste para a administração estatal".

Oito candidatos concorrem à sucessão de Xanana Gusmão nesta que é a primeira eleição após a independência do Timor Leste, ocorrida em 20 de maio de 2002 ? o país foi ocupado pela Indonésia por mais de duas décadas.

Dos cerca de 1 milhão de habitantes, aproximadamente 523 mil devem exercer o direito de voto nas 504 zonas eleitorais distribuídas pelos 13 distritos do país. Díli, capital do Timor Leste, é a cidade que se concentra o maior número de cadastrados, com 99,2 mil eleitores, seguida por Baucau, com 60,5 mil.

Os favoritos são o primeiro-ministro José Ramos Horta e Francisco Guterres "Lu Olo". Os demais concorrentes são Francisco "Lasama" de Araújo; João Carrascalão; Francisco Xavier do Amaral; Manuel Tilman; Avelino Coelho; e Lúcia Lobato, a única mulher candidata.