O deputado Roberto Brant( PFL-MG) negou há pouco que tenha havido um acordão entre o PFL e PT para rejeitar na sessão de ontem o pedido de cassação de seu mandato e do deputado Professor Luizinho (PT-SP). "O PFL tem 60 deputados e o PT 90. Dá 150 votos. Se houvesse acordo, eu e o Luizinho estaríamos cassados porque não haveria votos suficientes para sermos absolvidos. Como pode haver acordo sem a participação de todos os partidos?", ponderou Brant. "A questão é que as pessoas não estão se conformando com o fato de o plenário considerar inocentes pessoas acusadas pelo Conselho de Ética. Eu e o Luizinho fomos absolvidos porque somos inocentes", completou.
Roberto Brant voltou a circular hoje pela Câmara dizendo-se aliviado após o julgamento de ontem. "A gente é absolvido e tem que continuar sendo absolvido todos os dias porque algumas pessoas não conseguem se conformar com o resultado do plenário", comentou. Ele disse que é contrário à proposta de emenda constitucional que está sendo preparada pelos deputados Julio Redecker (PSDB-RS)e Julio Delgado (PSB-MG) para acabar com o voto secreto no plenário em processos de mandatos parlamentares. "É a mesma coisa que acabar com a liberdade. Quando não tinha voto secreto, não havia democracia."
Roberto Brant criticou ainda o Conselho de Ética, que, na sua avaliação, tem uma constituição que não representa as forças da Câmara. "Há uma desproporção. O PT tem 90 deputados e apenas um membro. O Psol, que tem seis deputados e é um partido fadado a desaparecer, tem dois representantes". Ele reclamou também do fato de os integrantes do Conselho darem muitas declarações lembrando que eles tem a função de juízes.


