Bradesco tem o terceiro maior lucro da América Latina

O lucro líquido do Bradesco cresceu 19,5% no primeiro semestre deste ano e atingiu R$ 3,13 bilhões – superior ao do seu principal concorrente, o Itaú, cujo ganho somou R$ 2,96 bilhões. O resultado é o maior da história dos bancos no período de janeiro a junho e também o terceiro maior entre as empresas de capital aberto da América Latina, segundo a Economática, conforme os balanços apresentados até o momento. A instituição só perdeu para a Companhia Vale do Rio Doce e para a América Móvil, do México.

No trimestre, entre abril e junho, o ganho do banco alcançou R$ 1,6 bilhão – valor 13% superior ao de igual período de 2005. O índice de eficiência caiu de 48,1% para 42,8%. Quanto menor esse índice, maior a eficiência da empresa. Já o retorno sobre o patrimônio recuou de 34,9% para 33,4%. Nesse caso, houve um ligeira deterioração na rentabilidade do banco.

Mais uma vez, o crédito foi o grande propulsor dos resultados da instituição, afirmou o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano. A carteira de empréstimos e financiamentos cresceu R$ 19 bilhões em relação ao primeiro semestre do ano passado e somou R$ 88,6 bilhões. Da mesma forma, o índice de inadimplência também evoluiu. Nas operações para pessoa física, os atrasos acima de 59 dias subiram de 5,2%, em junho de 2005, para 6,8%, neste ano. Na média, o índice do banco cresceu de 3,2% para 4,2%.

Cypriano afirmou que, apesar da elevação da inadimplência, o banco não vai desacelerar o ritmo de crescimento do crédito. A expectativa é de que a carteira suba entra 20% e 25% até o fim do ano. "Não sentimos ainda queda na demanda por crédito. Além disso, já percebemos uma estabilização dos indicadores desde meados de junho", afirmou o executivo. Mas, para não correr riscos, o banco aumentou o volume de provisões para devedores duvidosos (PDD), de R$ 4,45 bilhões para R$ 5,83 bilhões.

O destaque da carteira de crédito do Bradesco ficou com os clientes pessoa física, cujo volume aumentou 40% e atingiu R$ 37 56 bilhões. Entre as linhas que mais cresceram está a de crédito pessoal, com avanço de 51,3%, e de veículos, 33,6%. Leasing e financiamento de bens tiveram crescimento expressivo, mas o volume ainda é pequeno comparado às demais modalidades. O aumento foi de 248,9% e 68,5%, respectivamente.

O crédito consignado também manteve o vigor no período, contrariando as avaliações do mercado de que a modalidade já atingiu seu limite. No Bradesco, as operações com desconto em folha de pagamento evoluíram 120,5% e alcançaram R$ 1,2 bilhão.

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