A Bolsa de Valores de São Paulo se valeu da divulgação do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que veio muito acima do esperado, e da fraca produção industrial de setembro para realizar lucros, interrompendo a seqüência de ganhos deste início de mês. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, fechou com perda de 0,48%, aos 41.048 pontos, após oscilar entre a mínima de -0,93% e a máxima de +0,38%. O volume financeiro foi robusto, de R$ 4,05 bilhões, inflado pela oferta pública de ações da Embratel, que movimentou R$ 1,675 bilhão.

Essa tentativa de realização de lucros é vista com muita naturalidade pelos analistas, pois a Bolsa se valorizou 5% apenas nos primeiros três pregões de novembro. Mas não abala o otimismo dos investidores em relação ao mercado de ações brasileiro neste final de ano. Segundo operadores, a Bolsa está dando uma parada para retomar o fôlego e voltar a subir com força.

A senha para essa parada nesta terça-feira (7) foi dada pela IGP-DI, que subiu 0 81% em outubro, ante +0,24% em setembro, superando as estimativas dos analistas. O desconforto dos investidores foi reforçado ainda pelo resultado ruim da produção industrial em setembro, que caiu 1,4%. O IBGE mostrou ainda que, após dois meses seguidos de alta, a produção de bens de capital caiu 2,1% em setembro.

Hoje, a pausa na Bolsa foi influenciada ainda pela queda nas cotações do petróleo. Em Nova York, o contrato para dezembro terminou o dia em baixa de 1,82%. Isso prejudicou as ações da Petrobras, que cederam 1,21% (ordinárias) e 0,73% (preferenciais).