A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa a semana com um dilema: realizar lucros ou continuar subindo. Depois de ter fechado a sexta-feira em nova pontuação recorde (49.408 pontos), se aproximando ainda mais dos 50 mil pontos, é crescente a expectativa de que está chegando a hora de os investidores embolsarem os lucros recentes, que não são poucos. Neste mês, o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, acumula valorização de 7 87% e no ano de 11,1%.

Mas se o mercado internacional continuar de vento em popa, esse movimento de correção na Bovespa pode se postergado. A onda de boas notícias domésticas continua, com mostra a pesquisa Focus, divulgada mais cedo.

O Ibovespa abriu indicando que pode realizar lucros, alinhado com as principais bolsas internacionais. Às 10h14, a Bovespa recuava 0,20%, aos 49.309 pontos. Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações operam levemente pressionados num dia de agenda fraca. Na Europa, a queda na bolsas é mais forte e influenciada por notícias de fusões e aquisições, que podem ter desdobramentos no mercado brasileiro de ações.

Aquisição

Depois de semanas de negociação, o banco britânico Barclays anunciou nesta segunda-feira (23) a compra do holandês ABN Amro por 45 bilhões de libras esterlinas, ou cerca de R$ 185 bilhões. O negócio vai criar o quinto maior banco do mundo, com operações em vários países, entre eles o Brasil, com 47 milhões de clientes e um valor de mercado de cerca de R$ 350 bilhões. Ainda não há informações sobre as operações no País, que são alvo de interesse do Santander e do HSBC. As ações do Barclays cediam 1 7%, em Londres, e as do ABN subiam 1,4%, em Amsterdã.

Em Paris, a rede Carrefour anunciou a assinatura de acordo para a aquisição da rede brasileira de supermercados Atacadão por 825 milhões de euros (US$ 1,121 bilhão). Com a compra, o Carrefour deve voltar à liderança, ampliando o faturamento para R$ 17,9 bilhões.

E as estréias continuam. Nesta segunda-feira, chega à Bolsa a CR2 Empreendimentos Imobiliários.