O deputado Jair Bolsonaro (PFL-RJ) lançou hoje sua candidatura à presidência da Câmara. Agora, são cinco os postulantes ao cargo: Luiz Eduardo Grenhalgh (PT-SP), candidato oficial da bancada petista, Virgílio Guimarães (PT-MG), José Carlos Aleluia (PFL-BA), Severino Cavalcanti (PP-PE) e Bolsonaro. A eleição será no dia 14 de fevereiro.

Bolsonaro, que se apresentou como anticandidato, disse que sua chance de chegar à presidência da Câmara "é próxima de zero" e evitou falar sobre temas polêmicos, como o aumento da verba de gabinete para os deputados – um projeto de resolução, pronto para ser votado pelo plenário, aumenta a verba de R$ 35.350 para R$ 45 mil e autoriza a contratação de 25 funcionários por gabinete, em vez dos 20 atuais. Ele afirmou que, se chegar lá, vai acatar a decisão da maioria. Seu lema de campanha é: "não vote no Bolsonaro, mas não vote em Greenhalgh".

José Carlos Aleluia também tem evitado o tema em sua campanha. "Não vou discutir aumento de salário. Não é o momento. Tem que se discutir como tratar melhor o servidor público, e não como tratar melhor o deputado. Essa é uma decisão que não é do momento", ressaltou.

Greenhalgh, por sua vez, iniciou hoje por Goiânia, a série de viagens que fará até sábado a seis capitais para pedir apoio de parlamentares. Hoje ele recebeu apoio do governador Marconi Perilo (PSDB), do prefeito Íris Rezende (PMDB) e do senador Maguito Vilela (PMDB). Segundo a assessoria de Greenhalgh, o líder do PL na Câmara, Sandro Mabel (GO), disse que o candidato petista conta com 75% a 80% dos votos do partido. Amanhã (21), em Cuiabá, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), integra-se à comitiva de Greenhalgh.

Segundo a assessoria de Virgílio Guimarães, o deputado passou o dia de hoje em Brasília, fazendo campanha por telefone. Amanhã, o candidato do Movimento Câmara Forte viaja para Belo Horizonte onde vai participar, no sábado, de ato público no Marista Hall. De acordo com a assessoria, são esperadas de três a cinco mil pessoas na manifestação.

Outro candidato, Severino Cavalcanti, está em São Paulo. Ele pretende conversar com o governador Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, José Serra, ambos do PSDB, e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a eleição para a presidência da Câmara. Cavalcanti diz que tem 229 dos 512 votos.