As bolsas européias operam em leve baixa, com investidores digerindo as mais recentes notícias relacionadas a fusões e aquisições, devolvendo os ganhos que levaram os principais índices acionários às máximas em seis anos e meio.

Os setores bancário e farmacêutico estão em foco, com a conclusão das negociações para aquisição do ABN Amro pelo Barclays e uma oferta de US$ 15,6 bilhões da AstraZeneca pelo MedImmune. A Novartis impressionou o mercado com a divulgação de suas projeções de balanço.

Em Paris, os investidores preparam-se para o segundo turno das eleições presidenciais, em 6 de maio, já que o resultado deixou a disputa dividida entre Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal.

Às 8h40 (de Brasília), o índice FT-100, de Londres, caía 0,06%; o Xetra-DAX, de Frankfurt, operava em baixa de 0,01%; e o CAC-40 de Paris, cedia 0,36%.

As ações do banco holandês ABN Amro subiram 1,7% mais cedo, após concordar em ser adquirido pela instituição britânica Barclays, em uma operação de cerca de US$ 91,2 bilhões. Como parte do negócio, o ABN Amro irá vender sua subsidiária com sede em Chicago LaSalle para o Bank of America Corp por US$ 21 bilhões.

A farmacêutica britânica AstraZeneca fechou negócio para adquirir a MedImmune por US$ 15,6 bilhões ou US$ 0,58 por ação, em uma operação que adicionará 45 projetos à AstraZeneca. A oferta representa um prêmio de 21% em relação ao fechamento dos papéis da MedImmune na sexta-feira. Os papéis da AstraZeneca caíram cerca de 1,8% com o anúncio da operações, que os investidores consideram supervalorizada.

Já os papéis do Scottish & Newcastle subiram 2,4% com informações publicadas no Financial Times de que a SABMiller e a Diageo mantêm negociações sobre uma oferta pela companhia de cervejas britânica. Segundo o FT, os planos, discutidos há um mês, prevêem a aquisição das operações da companhia britânica no Reino Unido pela Diageo e das operações internacionais pela SAB. A operação envolveria 9 bilhões de libras, incluindo dívidas. As informações são das agências internacionais.