O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) decidiu aumentar o dinheiro que destina ao setor privado. E como colocar isso em prática será um dos temas em debate no 47ª reunião anual do BID, que começa hoje (29) em Belo Horizonte, capital mineira. "Temos 3% da nossa carteira financiando o setor privado e temos o mandato para ampliar isso para 10% da carteira", conta Rogério Studart, diretor executivo do BID para o Brasil e Suriname.

Criado em 1959, o banco começou a financiar o setor privado em 1994. De acordo Studart, esse apoio é fundamental uma vez que a região passa por um período em que a dinâmica do crescimento vai se dar através de investimento privados, de lideranças do setor e de parcerias público privadas. "Isso tudo leva a crer que temos que ter uma atuação mais direta junto ao setor privado e mais em coordenação com os governos locais em parcerias público privadas".

O BID é a maior e mais antiga organização de desenvolvimento regional e principal fonte de financiamento multilateral para a América Latina e o Caribe. O banco tem o objetivo de promover a integração e desenvolvimento regional apoiando programas sociais. O Brasil é sócio fundador e segundo maior acionista do BID junto com a Argentina. É também o maior tomador de recursos da instituição. Atualmente o banco tem 47 países membros, 28 no Hemisfério Ocidental e 16 na Europa, além de Israel, Japão e Coréia do Sul.