O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, disse hoje que a proposta de reforma da Previdência, enviada na semana passada ao Congresso, “não foi mandada com excessos para serem retirados posteriormente”. Segundo ele, a proposta está equilibrada e coerente com as necessidades de alteração da Previdência para criar condições de se ter um sistema avançado. O ministro disse entender que o Congresso Nacional terá a responsabilidade de fazer as mudanças através dos 513 deputados e 81 senadores, “mas não houve o objetivo de inchar a proposta para criar espaço para uma possível negociação”, afirmou.

Berzoini declarou que o governo vai defender o seu ponto de vista “num diálogo respeitoso com o Congresso Nacional”. Na sua avaliação, a reforma da Previdência também conta com outras iniciativas administrativas em curso como o combate as fraudes, a sonegação e a busca de uma cobrança eficiente das dívidas de vários setores junto ao INSS. “São mudanças que não dependem de alteração na Constituição. E outras de uma mudança na postura administrativa”, afirmou, ao se referir sobre possíveis mudanças na proposta da Previdência que tramita no Congresso.

Berzoini reiterou que se houver modificações “deverão ser feitas num processo de entendimento sobre a gravidade da situação da Previdência dos setores públicos no Brasil”. O ministro informou que hoje são gastos R$ 23 bilhões na União, R$ 14,5 bilhões nos estados e R$ 2,5 bilhões nos municípios para equilibrar o sistema que está desequilibrado.

O ministro participa neste momento de debate que trata das reformas com empresários filiados à Associação Comercial de São Paulo.