Beija-Flor encerra primeira noite no Rio

Com um enredo sobre os 50 anos de Brasília, a Beija-Flor de Nilópolis fechou o primeiro dia de desfiles na Marquês de Sapucaí sem empolgar os foliões. Vice-campeã de 2009, a azul e branco fez uma apresentação correta, mas fria. A agremiação ainda enfrentou problemas com o som do sambódromo.

O destaque ficou por conta da comissão de frente, que abusou dos efeitos luminosos. Os 14 componentes precisaram de cerca de uma hora e meia para colar todos os brilhantes da fantasia no rosto. Na concentração, o carnavalesco Alexandre Louzada passou mal e precisou ser levado ao posto médico. Porém, ele se recuperou a tempo de desfilar.

Confiante na vitória, o intérprete Neguinho da Beija-Flor, lembrou que a escola sempre obteve bons resultados ao homenagear uma cidade e ressaltou que o enredo da escola abordaria apenas a Brasília cultural. “Não estamos falando do centro político do País”, disse.

A azul e branco de Nilópolis, que recebeu uma verba extra do governo do Distrito Federal, teve seu enredo atropelado pela prisão do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de estar envolvido em um esquema de corrupção. “Não acho que isso vai atrapalhar”, afirmou. “Até para nossa felicidade, o único político homenageado foi Juscelino Kubitschek”, completou.

O presidente da escola, Farid Abraão David, engrossou coro, ao fazer questão de separar a história de Brasília retratada na Sapucaí dos recentes escândalos políticos.

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