BCE defende mudanças no fundo de resgate do euro

Os países da zona do euro precisarão coordenar suas políticas fiscal e econômica com mais proximidade no futuro, mas a prioridade deveria ser implementar mudanças nos fundos de resgate da Europa, acordados em julho, de acordo com declarações dadas neste sábado pelo membro do conselho governante do Banco Central Europeu, Ewald Nowotny.

“Uma das lições (da crise da dívida) é que a zona do euro precisa ser muito mais forte na coordenação de suas políticas fiscal e econômica no médio e longo prazos”, afirmou Nowotny, que também preside o Banco Central da Áustria, em entrevista ao jornal Oberösterreichische Nachrichten. Mas ainda há uma “falta de clareza” sobre ao que qualquer futuro governo econômico da zona do euro pode se assemelhar, disse. “A prioridade, na minha opinião, é implementar rapidamente e de maneira rigorosa as decisões do conselho da UE tomadas no final de julho para mecanismos melhores de estabilidade europeia”, disse.

Em encontro no dia 21 de julho, os líderes europeus aprovaram um novo socorro de 109 bilhões de euros para a Grécia e informaram que permitiriam mais flexibilidade para o fundo atual de resgate da zona do euro (EFSF em inglês).

Em comentários para o mesmo jornal, a ministra de Finanças da Áustria, Maria Fekter, afirmou que a zona do euro precisará de uma coordenação orçamentária e econômica mais próxima no futuro” porque a crise da dívida é o resultado da “disciplina orçamentária imperfeita de alguns países”. Mesmo assim, Maria disse que seria um exagero descrever essa maior cooperação como um governo econômico da zona do euro. Ela acrescentou, no entanto, que a Áustria participará de forma ativa do debate para fortalecimento da economia da zona do euro. As informações são da Dow Jones.

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