O Banco Central e a Polícia Federal assinaram na manhã desta terça-feira (19) acordo de cooperação técnica para intensificar o combate à falsificação de cédulas e moedas no País. Segundo dados do Banco Central, foram apreendidas 431.638 notas falsas no País entre janeiro de novembro. A quantidade é superior à registrada em 2005, quando foram apreendidas 425.305 notas falsas. Proporcionalmente, as falsificações representam 0,01327% das cédulas em circulação no País.

As cédulas mais falsificadas no Brasil são as de R$ 50. Essa nota é usada em cerca de 70% das falsificações. Em segundo lugar está a cédula de R$ 10 (com 10% das falsificações). A região com maior incidência de falsificação é a Sudeste (61%), seguida do Sul (14%) e do Nordeste (13%). Esses dados fazem parte do Registro Nacional de Falsificação, organizado desde 1999 pelo BC.

Pesquisa da instituição realizada em 2005 mostrou que 53% da população brasileira verifica se a cédula é verdadeira ao recebê-la. Desse total, 27% costuma checar a veracidade independente do valor.

Apesar de admitir que o número de falsificações é crescente no País, Figueiredo lembrou que o Brasil não se encontra na pior posição do mundo. "Por isso é importante reforçar as ações de combate.

O nível de falsificação é medido pelo número de cédulas falsas por milhão de notas em circulação. A expectativa do Banco Central é que o ano de 2006 feche em 132 notas falsificadas por um milhão de notas em circulação. Na zona do euro, esse número é de 56; no Japão, uma nota por milhão. No Canadá, no entanto, essa relação é de 275 por milhão, contou Figueiredo.

Além de compartilhar com a PF os dados do Registro Nacional, o Banco Central oferecerá treinamento sobre as características das cédulas e moedas e de suas falsificações aos policiais. As instituições também vão compartilhar estudos sobre falsificações e modelos de células e moedas falsas para catalogação e exames de suas características, explicou a coordenadora geral da Polícia Federal, Valquíria Souza Teixeira de Andrade.