O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, descartou hoje qualquer possibilidade de envolvimento do ministro da Saúde, Humberto Costa, com a chamada máfia do sangue. Para Thomaz Bastos, as atitudes do colega demostram que não houve participação dele no esquema de fraudes na compra de hemoderivados para a Pasta da Saúde. As irregularidades foram reveladas pela Operação Vampiro, deflagrada pela Polícia Federal há uma semana. As investigações começaram em março do ano passado, a pedido do ministro Humberto Costa. No total, 25 servidores do ministério foram afastados desde que a Polícia Federal deflagrou a operação.

Após assinar acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o combate à lavagem de dinheiro, Thomaz Bastos ressaltou que a política de combate à corrupção da gestão atual não é de governo, mas sim de Estado. ?A corrupção é inerente à natureza humana e à relação entre os homens. Reconhecendo essa realidade, estamos criando mecanismos de combate a isso, de modo que essa corrupção se reduza a níveis, se não digo civilizados, mas pelo menos toleráveis?, observou. ?O que está sendo feito desde o primeiro dia do governo mostra isso. Nós temos feito uma política de segurança e de combate à corrupção, repito, que é de Estado, não é de governo. Não visa ninguém, não foca ninguém, não está a serviço de nenhum interesse, senão a serviço do Estado brasileiro?, concluiu.

Segundo Bastos, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as investigações sobre as fraudes em licitaçãos do Ministério da Saúde fossem levadas até o fim. ?Doa a quem doer, o presidente me disse, pegue a quem pegar, as investigações vão ser feitas o mais amplamente possível, vão chegar ao fim e vão ser mandadas para que o Poder Judiciário diga a última palavra a respeito delas?, garantiu.