Não é nada fácil a missão do Barcelona na partida de hoje contra o Liverpool, às 16h45 (de Brasília), com transmissão pela ESPN. Derrotada por 2 a 1 em casa, a equipe catalã precisa vencer por dois gols de diferença – ou por um gol, desde que por 3 a 2 ou mais – para se classificar para as quartas-de-final da Liga dos Campeões e manter vivo o sonho do terceiro título, o segundo seguido.

O técnico Frank Rijkaard vai apostar alto para buscar a vaga: escalará o "tridente" de ataque formado por Eto’o, Messi e Ronaldinho, que não saem jogando juntos há mais de cinco meses – os dois primeiros se machucaram no ano passado e só voltaram a jogar nas últimas semanas.

"Temos plena confiança na classificação. Marcar dois gols, no mínimo, é a única coisa que temos na cabeça", disse Rijkaard, que também promoverá a volta de Deco, poupado contra o Sevilla, sábado, quando o Barcelona perdeu para o rival a partida e a liderança do Campeonato Espanhol. Ronaldinho, que perdeu um pênalti na partida e neste ano já foi até chamado de gordo por um jornal de Madri, mandou um recado aos rivais: "Eles acham que já estão classificados, e isso é perigoso. Nós estamos defendendo o título e não vamos sair sem brigar".

O duelo que reúne os dois últimos campeões da Liga reúne duas equipes que não vivem seus melhores momentos. O Liverpool, por exemplo, teve uma invencibilidade de 30 jogos em seu estádio interrompida no último sábado, quando perdeu para o Manchester United por 1 a 0, com um gol nos acréscimos do jogo. "Sabemos que o duelo contra o Barcelona ainda não terminou. Temos de chegar à segunda partida com a mesma atitude da primeira, como se estivéssemos empatados em 0 a 0", disse o capitão Gerrard.

A Inter de Milão também não viverá momentos tranqüilos contra o Valencia, na Espanha, também às 16h45 (de Brasília) e com transmissão da ESPN Brasil. Com o empate por 2 a 2 em Milão, a virtual bicampeã italiana (16 pontos à frente da Roma) precisa vencer uma equipe famosa por seu forte esquema defensivo, ou então buscar um empate por mais de três gols.

E a tarefa de fazer gols não contará com a ajuda de Adriano, que sofreu uma lesão muscular no jogo contra a Udinese, na última quarta-feira, e teve o problema agravado no fim de semana. "Adriano não joga, a lesão é mais grave do que pensávamos", afirmou o técnico Roberto Mancini. "Como eles não querem saber do 0 a 0, vamos ter mais espaço", aposta o meia Vicente, do Valencia.

Em Lyon, a Roma joga em condição mais favorável do que a rival italiana. Com o empate sem gols em casa, bastará uma vitória simples ou qualquer igualdade com gols para eliminar o pentacampeão francês, que está com uma mão na taça do hexa, com 13 pontos a mais que o Lens. A equipe não perde pela Liga em Lyon há 18 jogos. "Temos de ser pacientes", avisa o meia Alou Diarra, do Lyon.

No outro jogo de hoje, o Chelsea recebe o Porto com a vantagem de poder segurar o 0 a 0, depois de um empate por 1 a 1 em Portugal. Mas o técnico José Mourinho não quer saber de retranca e não se sente pressionado na disputa por uma vaga contra sua antiga equipe. "A única pressão que sinto é a que me imponho a mim mesmo. Não aceito a pressão de outra gente. Não me deprimo", disparou. Mourinho não teme nem a perda de emprego, já que seu contrato com o Chelsea vai até 2010. "Se eu for demitido, fico milionário e tenho outro clube querendo me contratar", desdenhou.