Uma grande quantidade de baratas tem sido vista com frequência em ônibus da linha Fazenda/Pinheirinho, que liga Curitiba à Fazenda Rio Grande, na região metropolitana. Segundo o relato de um passageiro, a situação já dura duas semanas. Uma reclamação foi postada nas redes sociais e mostra a foto do interior de um veículo, no qual são vistas famílias de baratas caminhando por uma fresta perto da janela. O texto da postagem cobra explicação sobre uma possível falta de dedetização no veículo.

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A postagem foi feita pelo ajudante de motorista André Kanitz Chalus, 43 anos, que pega o ônibus todos os dias, às 5h, para ir até a Ceasa. Chalus usou um grupo público do Facebook chamado Fazenda Rio Grande para reclamar e exigir uma explicação a respeito das baratas.

“Não sou só eu que fico indignado. Se você olhar, muita gente compartilhou e comentou na postagem, querendo que tenha uma solução”, disse o ajudante de motorista. Até a tarde desta terça-feira (18), a postagem contava com 105 interações, 35 comentários e 20 compartilhamentos.

Foto: Colaboração/Andre Kanitz Chalus.

O que vai ser feito?

Após tomar conhecimento da presença dos insetos no veículo, por meio da reportagem, na tarde de terça-feira, a Coordenação do Transporte da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informou que cobraria uma resposta da empresa responsável pela linha.

Na tarde de quarta-feira (19) o Grupo Leblon Transporte, que é responsável pela linha Fazenda/Pinheirinho pediu desculpas pelo desconforto gerado e informou que lamenta o ocorrido. Segundo o Grupo Leblon, o veículo foi imediatamente recolhido para ser dedetizado novamente.

“O ônibus em questão foi dedetizado conforme laudo e o procedimento ainda estava na validade. O Grupo Leblon entrou em contato com a empresa dedetizadora para que tome as devidas providências, que antecipará a dedetização de toda frota”, informou a empresa, por meio de nota.

Ainda de acordo com o grupo, a infestação foi detectada apenas em um ônibus e toda a frota passa por higienização diária, com limpeza interna e externa, além de dedetizações feitas por empresas especializadas, que utilizam produtos que seguem as normas ambientais.