Os bancos brasileiros deverão gastar R$ 19,6 bilhões com tecnologia neste ano, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na abertura do Ciab 2006, maior evento do setor. O volume representa crescimento de 11% em relação ao aplicado em tecnologia pelas instituições financeiras no ano passado

Segundo o presidente da Febraban, Márcio Cypriano, do total previsto para o ano, R$ 14,3 bilhões serão despesas com modernização e segurança, por exemplo, enquanto R$ 5,3 bilhões serão investimentos em novas tecnologias e infra-estrutura. "Os bancos devem gastar de 8% a 10% dos R$ 14,3 bilhões com mecanismos para evitar fraudes eletrônicas. É um custo elevado", afirmou

O sistema financeiro possui hoje uma rede de atendimento de 124 mil pontos, contando agências, postos eletrônicos e correspondentes. Há no País 768 caixas eletrônicos por 1 milhão de habitantes, contra 909 na Inglaterra, 703 na França e 682 na Itália. "Estamos em pé de igualdade com os países desenvolvidos, tanto em quantidade quanto em qualidade", disse Cypriano, que também é presidente do Bradesco, maior banco privado brasileiro

O número de caixas eletrônicos aparentemente cresceu pouco no ano passado – apenas 5% -, mas houve uma intensificação do movimento de substituição de terminais que realizam uma única função por pontos multifuncionais, contribuindo para um aumento de 10% na quantidade de transações nos caixas eletrônicos

Considerando todos os pontos de atendimento dos bancos, os pagamentos de contas de concessionárias de serviços públicos, de tributos municipais, estaduais e federais, de FGTS e de benefícios a aposentados e pensionistas totalizaram 2,5 bilhões de transações em 2005, com expansão de 28,5%, enquanto o volume total de operações bancárias evoluiu 16,9% no período

De acordo com Cypriano, os investimentos em tecnologia são essenciais nos bancos porque as operações estão sendo realizadas cada vez mais por meios eletrônicos. Ele disse que 85% das transações bancárias já são feitas por Internet, telefone ou máquinas de auto-atendimento. "Apenas 15% são realizadas nas agências e, muitas vezes, são operações de não clientes, como pagamento de contas.