Ainda sem a palavra final dos presidentes dos sete países interessados, entre eles o Brasil, os ministros da área econômico-financeira dos mesmos deram um passo à frente, ao concordar com as linhas gerais da proposta de criação do chamado Banco do Sul, sugerido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez.
De acordo com a proposta, a instituição deverá funcionar como agente multilateral voltado ao financiamento de projetos estratégicos no território dos países mantenedores, a saber, Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Uruguai, Paraguai e Equador. O capital inicial será de US$ 7 bilhões, embora a quota de cada país ainda não tenha sido definida.
Houve consenso dos sete ministros na elaboração da ata de fundação do banco, que agora será submetida ao crivo dos respectivos presidentes. Chávez já os convidou a estarem presentes em Caracas, no dia 3 de novembro, para a solenidade de assinatura do documento oficial do Banco do Sul, cujas operações terão início em 2008.
Também não é certo, mas a sede do banco deverá estar na capital da Venezuela, com a localização de subsedes em La Paz (Bolívia) e Buenos Aires (Argentina). O escopo exclusivo da instituição é emprestar dinheiro aos governos para a execução de projetos de desenvolvimento e inclusão social na América do Sul.