O PMDB parece estar decidido a não participar de acertos partidários visando à reeleição de Lula. A idéia é ter candidatura própria à Presidência da República em 2006, e o ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tem tudo para ser o candidato.

Pelo menos, essa é a tendência detectada em setores fortalecidos na estrutura de comando do partido, grosso modo dividido no bloco de apoio ao governo e no bloco independente.

No próximo dia 12 de setembro, o PMDB começa a discutir em todas as capitais – a primeira será Curitiba – o projeto ?Para mudar o Brasil?, elaborado por uma equipe coordenada pelo economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES.

Esta será também uma excelente oportunidade para o partido aferir a aceitação da tese de disputar a eleição presidencial com nome próprio. O primeiro obstáculo, entretanto, é mobilizar as bases para as rodadas de discussão do tema, tarefa a ser desempenhada pelas lideranças regionais.

Não é impossível supor a gradativa reanimação da histórica flama guerreira do PMDB, diante da ruína política hoje verificada. A lenda da ave Fênix, mil vezes invocada, no contexto do PMDB poderá ter a força de um ciclone. É esperar para ver.