Terminou às 4h desta madrugada, no fórum da Barra Funda, em São Paulo, o julgamento de dois homens acusados de envolvimento em várias mortes ocorridas em 1999 no confronto entre traficantes da Favela Heliópolis, que fica no limite entre a capital e São Caetano do Sul, e Favela Paraguai, na Vila Prudente, região sudeste de São Paulo.

Igo de Alencar e Gilmar Pereira Lopes foram condenados a 138 anos e 9 meses de prisão por 8 mortes, duas tentativas de homicídio e associação para o tráfico de drogas, crimes cometidos nos dias 2, 4 e 6 de dezembro de 1999. Há suspeita de que a dupla tenha cometido muito mais assassinatos. Um dos crimes, uma chacina, deixou seis mortos e cinco feridos no interior da Favela Paraguai. Numa tarde de dezembro, por volta das 14h, vários homens desceram de um Gol e um Santana, na Avenida Dr. Francisco Mesquita, onde ficava a favela, e começaram a invadir casas previamente escolhidas, atirando em todos os moradores.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa conseguiu esclarecer a chacina. Além de Igo e Gilmar, teriam participado do crime outros quatro traficantes: A.M.C., A.S.L, A.A.C., e L.S.O. As mortes foram motivadas pela disputa de pontos de drogas entre traficantes das duas favelas.