Nesta quarta fase, o automóvel se tornou mais potente. Isso graças ao novo motor V6 3.6, feito de alumínio, que substitui o 3.8, de concepção mais antiga. Com essa troca, o sedã ganhou fôlego de verdadeiro atleta, com respostas mais rápidas ao se pisar no pedal da direita. Faltava mesmo um motor mais moderno para o herdeiro do prestigioso Opala Diplomata.
As mudanças de estilo foram sutis, mas de fácil percepção. O desenho do Omega 2005 ganhou linhas mais angulares e robustas, além de faróis, capô e pára-choques totalmente novos. Na dianteira, o vinco do capô ficou mais acentuado e os faróis com um perfil mais baixo, dão um aspecto mais agressivo ao sedã. A grade dianteira passou a incorporar o espírito mais esportivo do carro e ganhou entradas de ar do tipo colméia. O pára-choque dianteiro recebeu novas divisões entre as entradas de ar.
Internamente, o Omega continua sendo um dos automóveis mais belos de seu segmento. Desde a escolha da cor cinza-chumbo que acompanha todo o interior do veículo, até o estilo do painel, com linhas retas e superfícies metalizadas, de aspecto moderno e envolvente. O painel de instrumentos é completo. Todos os comandos estão ao alcance do motorista, exceção do freio de mão, ao lado direito, mas que é de fácil compreensão. O modelo vem da Austrália, país que utiliza a mão inglesa.
Olho clínico
Ao sentar no banco do motorista do novo Omega CD V6 3.6S, se percebe a primeira mudança em relação ao descontinuado Omega 3.8. Isto por causa das borboletas para troca de marchas, instaladas atrás do volante, que ganhou mais empunhadura.
Ao girar a chave na ignição, o ronco do motor anuncia, em tom afinado, que há potência de sobra sob o capô. São exatos 258,3 cv extraídos de 3.6 litros de cilindrada, o que significa 72,5 cv/litro. Apesar da menor cilindrada, o novo propulsor ganhou quase 30% a mais de potência. O torque de 34,7 kgfm a 3.200 rpm deixou o carro mais ágil e agressivo. Como 90% dessa força está disponível entre 1.570 e 5.870 rpm, o novo modelo teve um ganho de 11,9% em relação ao antigo V6 3.8.
Outro destaque do novo Omega é o câmbio automático com a possibilidade de se transformar em manual, com o seletor por borboletas junto ao volante. Com cinco marchas e muito mais moderno que o anterior, o novo câmbio tem trocas suaves e escalonamento perfeito. Toda essa evolução resultou numa maior velocidade máxima e aceleração superior. Agora o modelo atinge 235 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. Nas nossas mãos, chegou facilmente perto dos 200 km/h. Como tudo o que é bom tem seu preço, o consumo aumentou de 9,6 para 9,2 km/l, segundo dados oficiais. No trânsito de Curitiba, é difícil passar de 7 km/l.
FICHA TÉCNICA
Motor: Dianteiro, longitudinal, seis cilindros em V, alimentação por injeção eletrõnica seqüencial, 24 válvulas, duplo comando nos dois cabeçotes
Cilindrada: 3.565 (cm³)
Potência (cv): 258,3 a 6.500 rpm
Torque (kgfm): 34,7 a 3.200 rpm
Taxa de compressão: 10,2:1
Câmbio: Automático seqüencial de cinco marchas
Comprimento: 4,90 m
Largura: 1,84 m
Altura: 1,44 m
Entre-eixo: 2,79 m
Porta-malas: 465 litros
Peso: 1.637 kg
Suspensão: Independente, MacPherson, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos, barra estabilizadora de 26 mm no eixo dianteiro e independente com braços oscilantes, molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos, barra estabilizadora 15 mm no eixo traseiro
Freios: A disco com ABS nas quatro rodas
Tanque: 75 litros