Todos os anos esperamos com ansiedade as festas de fim de ano, pois temos expectativas, novos planos, projetos em fase de acabamento, mas principalmente temos esperança no amanhã; e precisamos comemorar. E como o ser humano faz isso? Na maioria das vezes bebendo, jogando conversa fora, juntando-se aos amigos, vizinhos e algumas vezes com a família.
Se acaso todos tivessem noção dos seus limites, nós e eles não teríamos problemas, a não ser uma leve dor de cabeça; mas infelizmente não é o que acontece.
Toma-se uma, duas, três, senão mais cervejas e quando a pessoa acha que já não agüenta mais, os amigos pedem mais uma rodada e começa-se tudo novamente, e por mais que sinta que está beirando o seu limite, não consegue dizer não, talvez para ser aceito pelo grupo, ou para provar para si mesmo que pode tudo ou quase tudo, já que esta é uma característica própria do adolescente, se bem que existem muitos adultos com o mesmo comportamento e que acabam sendo sempre as maiores vítimas, ou vitimando inocentes.
Aquele que bebe e sai por aí dirigindo não tem a mínima noção do tamanho da arma que tem nas mãos e nem o seu poder de destruição.
O que mais assusta é que essas pessoas não percebem que podem matar ou aleijar alguém ou então fazer o mesmo para si mesmas. Não, essas coisas só acontecem nos noticiários, com algum amigo distante ou então com um desconhecido. Isto a que me refiro são dados estatísticos de todos os anos e que cada ano aumenta o seu número de vítimas com uma velocidade avassaladora.
As pessoas precisam com urgência se conscientizar que seus reflexos ficam mais lentos, sua visão torna-se turva e a noção de velocidade e distância fica completamente alterada com o uso de substâncias alcoólicas.
Apesar das campanhas cada vez mais acirradas e com imagens chocantes, o ser humano parece não aprender com os erros alheios, precisa ainda pagar o alto preço da perda de um ente querido ou um amigo, ou pior, sentir no próprio corpo as dores e, muitas, a impotência de um gesto mal pensado que lhe trará seqüelas pelo resto da vida, trazendo com isso dor e desolação para uma família inteira que pode ser a sua, ou pior, de outra pessoa.
Marta Maria Bonikowski Carta – CRP 08/5644


