Após dois adiamentos, parece que finalmente o Brasil irá adotar as placas de veículos com padrão dos países do Mercosul. A resolução publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União pelo Conselho Nacional de Trânsito define que a mudança começa em setembro deste ano.

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O novo sistema de identificação será adotado primeiro nos modelos zero quilômetro, ou no caso da transferência de propriedade ou de local de emplacamento, enquanto os usados terão o prazo até 2023.

O modelo padrão já é usada na Argentina e no Uruguai e segue o estilo visto na União Europeia. Há uma tarja azul, a bandeira do Brasil e uma combinação de letras e números.

A placa contará ainda com um chip e um código para facilitar a identificação dos veículos roubados ou clonados nos países do Mercosul.

A nova placa foi apresentada em 2014, com previsão de estrear no Brasil em janeiro de 2016. Porém foi adiada duas vezes, primeiro para 2017 e depois sem prazo definido.

A identificação contará com sete caracteres, sendo quatro letras e três números. Com isso, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes. O estilo atual com três letras e quatro números foi adotado nos anos 1990 e poderia durar pelo menos até 2030. São mais de 175 milhões de possibilidades de combinação em nosso país.

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Veja como ficará a placa padrão Mercosul

Letras e números: Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números, e poderão estar embaralhados, assim como na Europa.

Cor: A cor do fundo das placas será branca. O que varia, é a cor da fonte. Veículos de passeio: preto. Veículos comerciais: vermelha. Carros oficiais: azul e verde (em teste). Diplomáticos: dourado. Colecionador: prata.

Localidade: O nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Nome da cidade e do estado estará na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões.

Tamanho: A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura).

Falsificação: Marcas d’água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas. Também será acrescentada uma tira holográfica à esquerda (similar às usadas nas notas de R$ 50 e R$ 100). O objetivo é dificultar falsificações.

Compartilhamento: Um novo sistema de compartilhamento de dados com informações como o nome do proprietário do veículo, número da placa, marca, modelo, tipo de carroceria, número de chassi, ano de fabricação e histórico de roubo e furto também será colocado em funcionamento junto com as novas placas.

Troca: O modelo será adotado a partir de setembro de 2018 para novos emplacamentos. Veículos transferidos de município ou com troca de categoria também precisarão fazer a mudança. Para quem tem carro já emplacado, a substituição é opcional, com prazo de troca até 2023.

Evolução no Brasil

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A primeira placa no Brasil surgiu em 1901. Eram pretas com letras brancas e tinha até cinco dígitos e o prefixo A (aluguel) ou P (particular).

Durou 40 anos até ser substituída por uma com sequência de dígitos, dividida em duplas e que exibia de três a sete caracteres.

Tinha a cor laranja e o nome do município vinha antes da sigla do estado. Em 1969 veio a placa amarela que combinava duas letras e quatro números.

A sigla do estado passou a vir à frente do município. Gerava confusão, pois veículos de estados diferentes podiam ter a mesma combinação.

Em 1990 foi implantado o sistema atual, com o acréscimo de mais uma letra e a mudança para a cor cinza.

Esta de olho num possante, mas não sabe quanto custa mantê-lo? Vem que a gente explica!