O Vertigo acelera de 0 a 100 km/h
em 3,2 segundos.

Pouca gente já ouviu falar num veículo com o nome de Vertigo, fabricado pela fábrica belga Gillet (não confunda com a marca de lâminas de barbear). Mas, quem conhece o carro sabe que, por trás da empresa, está o antigo piloto de gran turismo e rali, o também belga Tony Gillet.

O sonho deste piloto era o de construir o seu próprio veículo e, desde 1991, o que era só imaginação passou a se tornar realidade. Surgia assim o Vertigo, quase anônimo, dada a produção limitada do modelo, que já teve a primeira participação no Salão de Genebra (Suíça) em 1992, ainda com motor Ford Cosworth 2.0 litros, embora o desempenho já fosse surpreendente, graças à excelente aerodinâmica e à leveza de materiais empregados no chassi. O motor gerava 217 cv de potência e um torque máximo de 29,6 kgfm, atingindo a velocidade de 250 km/h. Já acelerava de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos.

A “voltinha” do príncipe Tony não se satisfez com os resultados e veio aperfeiçoando o Vertigo no decorrer dos anos, tendo inclusive o apoio do ex-piloto de Fórmula-1 Phelippe Streiff.

A partir de 1995, o carro foi escolhido para ser o Pace Car de diversas provas do automobilismo, inclusive do GP de Mônaco daquele ano (até o príncipe Albert quis dar uma voltinha naquele esportivo). Aí, começava a consagração definitiva do Gillet Vertigo como uma supermáquina, digno de figurar entre as maiores feras do mundo automotivo.

Nas pistas, o carro venceu provas importantes contra Porsche e Lamborghini, chegando a bater o recorde mundial de aceleração alcançando 100 km/h em apenas 3,2 segundos. Para ficar mais bravo, a partir de 1998 o Vertigo recebeu o motor Alfa Romeo 3.0 litros de 24 válvulas – o mesmo que equipa o Alfa 166 GT – de 220 cv a 6.200 rpm e 28,0 kgfm a 5.000 giros.

“Cockpit” apertado

Uma vez dentro do “cockpit”, apesar do pequeno espaço interior e da dificuldade da entrada, os dois ocupantes que o carro acomoda ficam bem encaixados nos bancos anatômicos, forrados em couro, que também foi o material escolhido para demais revestimentos.

O painel é envolvente e tem a instrumentação deslocada para o centro do console, mas voltados para o motorista. O Gillet Vertigo, no geral, é muito atraente e os poucos proprietários que podem desfrutar das limitadas unidades que são produzidas são unânimes em afirmar que o carro é pura emoção ao dirigir.