Protótipos do Fiesta rodam
com combustíveis alternativos.

Junto a linha de montagem em Camaçari (BA), a Ford mantém em observação e desenvolvimento, três protótipos do novo Fiesta movidos a combustíveis alternativos, desenvolvidos no Brasil: o “flex-fuel”, ou combustível flexível; o bicombustível, alimentado a álcool hidratado ou gás natural, e o movido a álcool hidratado.

O primeiro deles pode ser abastecido com uma mistura de álcool e gasolina, em qualquer proporção. O outro aceita tanto gás natural quanto álcool hidratado, e o seguinte funciona apenas com álcool. Segundo o vice-presidente da Ford, Luc de Ferran, “esses carros têm como proposta mostrar os avanços nas áreas de desenvolvimento de motores no Brasil.”

O protótipo “flex-fuel” é equipado com motor Zetec Rocam de 105 cv e torque de 15,2 kgfm, e pode ser abastecido com 100% de álcool hidratado, 100% gasolina pura ou gasolina misturada com álcool (gasohol) em qualquer proporção, como a existente no mercado brasileiro.

O veículo bicombustível pode ser equipado com álcool hidratado ou a gás natural veicular (GNV). O consumidor, na hora de abastecer, pode escolher o combustível mais vantajoso para o momento. No Fiesta movido a gás ou álcool, a mudança de um combustível para outro é feita acionando-se um botão no painel.

Com álcool, a potência máxima atingida é de 109 cv e o torque fica nos 14,48 kgfm. Se rodar com gás, a potência cai para 97 cv, mas o torque mantém-se praticamente o mesmo (14,2 kgfm). A desvantagem desse modelo bicombustível é o pequeno espaço que sobra no porta-malas, cuja capacidade é diminuída pelos reservatórios de gás.

A terceira versão é movida a álcool hidratado, com potência de 109 cv e torque de 15,71 kgfm. O uso do álcool hidratado proporciona um aumento de 11 cv em relação ao mesmo motor alimentado a gasohol. A taxa de compressão é de 12,2:1. Embora os veículos estejam prontos, não há previsão de produção regular dos modelos. “Estamos preparados para qualquer eventual alteração no perfil das fontes energéticas no nosso mercado”, diz Luc de Ferran, vice-presidente da Ford Brasil.

Em tempos de gasolina cara, os modelos movidos por combustíveis alternativos passam a merecer atenção. Mas de acordo com o executivo da Ford, não há previsão de produzir regularmente esse tipo de carro, embora exista o preparo necessário para uma eventual alteração no perfil das fontes energéticas no mercado. Se houver interesse por parte do governo e do público em relação a esses combustíveis, o início da fabricação em escala desses protótipos levaria pouco tempo.